Caldas Novas tem surto de conjuntivite com registro de cerca de 50 casos da doença por dia

A cidade de Caldas Novas, no sul goiano, está passando por surto de conjuntivite nos últimos oito dias. A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas têm registrado cerca de 50 casos da doença por dia. O coordenador da vigilância epidemiológica, José Custódio Pereira Neto, afirmou que, nesta temporada de férias, o número de casos foi cerca de 30% maior que o do ano passado.

“Quando acumula muita gente em locais assim, é até comum. Ano passado também teve, mas dessa vez foi maior. Não deixa de ser um surto, mas já estamos mapeando para saber de onde está vindo e para identificar os tipos de vírus e bactérias, até para criar políticas públicas para evitar situações como essa”, confirmou ao G1.

Ainda segundo ele, os hotéis e espaços turísticos da cidade receberam algumas orientações. “Para que tenham nas suas recepções algum álcool gel ou algum tipo de assepsia mais intensificada para a gente diminuir o impacto dessa doença”, disse.

A médica Larissa Ferreira, que tem atendido os pacientes na UPA, relatou à TV Anhanguera que seis em cada dez pacientes da unidade apresentam o mesmo problema. Segundo ela, ainda não é possível saber o que tem causado o aumento no número de casos da doença.

“Primeiro estamos pegando os casos para depois poder fazer essa triagem. O departamento específico deve fazer essa investigação”, comentou.

Visitantes reclamam de surto de conjuntivite em Caldas Novas (Foto: Reprodução/Facebook)

Visitantes reclamam de surto de conjuntivite em Caldas Novas (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma internauta comentou nas redes sociais da Secretaria de Saúde de Caldas Novas que contraiu a doença na cidade. Ela relatou que notou que a doença estava se espalhando rapidamente.

“No hotel/prédio que hospedei era difícil encontrar um que não tinha. Famílias inteiras de 10, 15 pessoas todas infectadas. Meus dois filhos pegaram, eu e meu cunhado. […]Fui comprar o colírio e em todas as farmácias que eu fui já tinha acabado. Só em uma farmácia foram vendidos em um dia, 150 colírios”, comentou.

O secretário de comunicação da cidade, João Paulo Teixeira, informou que a prefeitura tem tentado conscientizar as pessoas sobre o que é a doença e que ela vem do contato com pessoas contaminadas e com os olhos. Ainda segundo ele, mais médicos estão atuando nas unidades de saúde para atender à demanda.

“Começou na segunda-feira a aumentar o número de casos. Estão atendendo entre 50 e 60 casos por dia, o que é maior do que o registrado em alta temporada. Colocamos mais um plantonista na UPA e a equipe de oftalmologia do Centro Médico de Especialidades está estendo o atendimento para o final de semana, como forma de apoio”, disse ao G1.

O atendimento nas unidades de saúde tem sido para identificar o problema. A partir daí, os médicos indicam um colírio e não precisam internar os pacientes.