Em Minas Gerais alunas são internadas após comerem brigadeiro com maconha

Três alunas com idades entre 16 e 17 anos, da Escola Estadual Assis Chateaubriand, localizada no bairro Boa Vista, na Região Leste de Belo Horizonte, passaram mal após comer brigadeiros entregues por um homem de 26 anos. A informação é da Polícia Militar (PM), que suspeita que havia maconha no doce.

Ainda de acordo com a polícia, o entregador deixou o pote com os doces com um funcionário da escola e indicou que ele deveria repassar a encomenda a uma das alunas. A aluna teria recebido os doces e dividido com outros colegas.

Duas meninas passaram mal logo após a ingestão do brigadeiro, ainda no colégio, e foram encaminhadas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Leste. Uma terceira menina, suspeita de encomendar os doces, sentiu-se mal um pouco depois, e também recebeu atendimento no centro de saúde.

A polícia suspeita que o homem de 26 anos preparou o doce a pedido de uma das jovens, que teria confirmado em áudio de WhatsApp que comeu o doce e repassou a colegas de sala. Conforme explicaram os militares, durante as diligências de apuração do caso, “presumiu-se ser maconha a substância entorpecente colocada no brigadeiro”.

Por meio de nota, a Secretaria Estadual de Educação confirmou o mal estar das alunas após comer o doce entregue a uma das jovens e informou que outras três estudantes também ingeriram o brigadeiro mas não tiveram nenhuma reação. Ainda de acordo com o pronunciamento, a diretoria tomou as providências necessários e os responsáveis pelas alunas envolvidas foram acionados.

Segundo a secretaria, as duas adolescentes que passaram mal foram encaminhadas para atendimento médico na UPA da região, e “a suspeita inicial é de que alguma substância presente no doce possa ter causado essa reação”.

A nota informa também que a “vasilha com brigadeiros foi entregue na escola, direcionada nominalmente para uma aluna, que acabou dividindo os doces com as colegas. O caso está sendo apurado pela Polícia. O diretor também já está em contato com a inspetora da escola, para acompanhamento”.

A Secretaria Municipal de Saúde disse que não informa estado de saúde de crianças e adolescentes. Mas a Secretaria Estadual de Educação informou que as jovens ainda seguem em observação no centro de saúde.

Fonte: G1