“Piranha para mim não é xingamento, é quase um elogio”, dispara Cleo Pires

Ménage à trois, drogas, política ou assédio sexual. Não existe assunto tabu para Cleo Pires, capa da edição de agosto da Glamour Brasil. “Me perguntam, eu respondo”, diz, com a naturalidade de quem diz bom-dia.  “Se você fala sério sobre sexo, reclamam que é chato. Se você fala com humor e honestidade sobre o assunto, te chamam de piranha.” Cleo interrompe a fala. Reflete. “Quer saber? Piranha para mim não é xingamento, é quase um elogio.”

Cleo é combinação explosiva, mulher de opiniões fortes, atriz requisitada (com três filmes gravados só neste ano) e dona do seu corpo que, não raro, ela exibe no seu Instagram para mais de 4 milhões de seguidores. A seguir, uma prévia do papo sem mimimi que estampa as páginas da revista.

Te dá prazer ser polêmica? Não gosto de ser polêmica, mas gosto menos ainda de ser hipócrita. E, muitas vezes, os temas são descontextualizados. Não é que eu acorde num dia sem ter o que fazer e poste nas redes sociais: “Bom dia, hoje fiz um ménage com dois homens”.

Mas fez? Era um quadro do programa do Caio Fisher, meu amigo, que se chama Eu Já. Ele perguntou se eu já havia ficado com mulher. Não, eu nunca fiquei com mulher. Depois, quis saber se eu já havia feito ménage à trois. Sim, eu fiz. Nas redes sociais, começaram mil comentários. “Nossa, mas se ela não ficou com mulher e fez ménage, então, transou com dois homens.” Sim, dá para transar com dois homens, ué. Aquilo tinha um contexto, era uma resposta a uma pergunta. Me dá uma preguiça imensa perceber que sexo, a essa altura do campeonato, ainda gera essa comoção.

Você fala sobre tudo? Desde que não exponha outras pessoas. Posso até falar que transei, jamais com quem transei. Gosto da verdade. E, se quiserem gostar de mim, vai ter que ser por quem eu sou. Sexo, droga, família, nada precisa ser um tabu. Para mim, pelo menos, nunca foram.